PURA

 

esta gente que colhe água para derramá-la
compassivamente sobre a chaga
esta virtuosa carraça da solidão pública
com redentor cigarro público também
esta solidão assediando cretinos e sábios
esta deserta implausível cartada
grande força erguida a prumo
esta gente sobre esta imperial e sopa à frente
esta gente que se levanta de peito e escreve
para não matar ninguém

 

Groto Sato, Raquel Nobre Guerra

 

Groto Sato  recebeu o Prémio primeira obra 2012 do PEN Clube Português


Crítica de Imprensa:
Sentido da Desmesura, José Mário Silva, revista LER, Janeiro 2013 
Crítica de Pedro Mexia, revista Actual, 16 Fevereiro 2013

 

 

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GROTO SATO (mais duas marchinhas)
Raquel Nobre Guerra
com posfácio de João Barrento
PVP - 15 euros
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