Hoje, a minha vida são pessoas. São sensações. Através da escrita e da leitura mergulho na profunda humanidade dos seres. Eu e os Outros. Os Outros e Eu. Nós.
E a Natureza a sorrir ao fundo, como um pai que observa o filho enquanto brinca.
Uma fada, uma minhoca, um astronauta, um médico, muita tinta
que pinta lá dentro onde somos tudo isso e ainda
O Feiticeiro de Oz.

Não trabalho com significados, trabalho com sentidos. Sentir, exprimir.
Invento espectáculos, invento oficinas. Vou a espectáculos, vou a oficinas.

Para mim, a escrita é um mapa. A leitura é um mapa. Não é o tesouro.
O tesouro somos nós, a nossa alma de meninos ainda traquinas
a nossa madura capacidade de entrega
à mãe das almas do mundo.

Trabalho sempre no Presente porque, no fundo, o Presente é um Presente.

Não comecei por aqui. Comecei lá longe, com a cabeça e o coração num sítio diferente.
Ciências da Comunicação. Marketing. Publicidade. Vida intensa vivida ao segundo.

Mas talvez… um tudo nada ausente…
talvez… andasse por fora e me visse agora obrigado a olhar para dentro
daquilo que sou; agora e quando
me dou inteiro ao mundo.

Misturo tudo; arte, ciência, filosofia, terapia, religião, economia e um dia não haverá um Ser Humano separado fatia por fatia. Já sinto o bolo de luz inteiro como um ovo,
o novo resplandcente Mundo Novo. Por isso sigo
o rasto da fada transparente que abria a boca fininha
e soprava pelo buraco da fechadura
a poesia nasce na raíz da vida e desagua
nas folhas da literatura.

 

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