Pequena Europa

 

PEQUENA EUROPA

 

A Europa, com as suas infindáveis guerras religiosas e nacionalistas, as suas matanças, o seu individualismo feroz e a sua luta pela liberdade, atravessada por toda a espécie de violências e contradições – inquisição, Impérios, colonialismo, racismo, anti-semitismo – a Europa revolucionária do século XVIII e XIX, de Robespierre, de Freud, de Wagner, de Marx, do comunismo, do anti-comunismo, dos fascismos, das repúblicas laicas, das monarquias democráticas é, mesmo agora, na era da globalização, o nosso inconsciente e a nossa relação carnal com o mundo.

 Assim “na arte, na pintura como na música, não se trata de reproduzir, ou inventar formas, mas de captar forças” diz Deleuze, em Francis Bacon, A Lógica da Sensação, e acrescenta, “a arte figurativa não existe”.

A arte na Europa, através dos séculos, fala de arte. E a política insiste sempre em falar de arte.

Um romance é uma forma livre que pode optar por  não ser uma descrição hipoteticamente próxima da “realidade social”, cingindo-se unicamente a esta; na verdade poderá entrar num caminho cheio de alçapões que fazem parte do canone de uma determinada época.

Este romance concebe-se, pelo contrário, como um espaço de exuberância, equivalente a qualquer espaço ou meio que um artista defina, (o diagrama), para nele se ler, e ler o mundo.

 

                                                                                                                                              Mafalda Ivo Cruz

 

 

PEQUENA EUROPA
Mafalda Ivo Cruz

Livro já disponível
p.v.p. 15, 90 euros

 
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